Simplício alerta para déficit habitacional no MA e cobra providências dos governos estadual e federal para ajudar no problema

Da tribuna nesta terça-feira (3), o deputado Simplício Araújo (Solidariedade/MA) alertou para o déficit habitacional no Maranhão e cobrou providências do governo federal para ajudar no problema. O déficit habitacional do Brasil caiu nos últimos anos 6,2%, entre 2007 e 2012, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Conforme destacou, no Maranhão, 21,2% das cerca de 400 mil moradias do Estado, ou seja, 85 mil residências, não apresentam condições dignas aos moradores. E o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), do governo federal, que poderia ajudar no problema, não tem avançado no Maranhão.


“Ainda que em 2007 esse percentual tenha atendido 28%, mesmo com a queda do índice no país, as condições de habitação do Maranhão continuam as piores do país”, lamentou. O parlamentar criticou o governo do estado por não possuir nenhum programa de habitação voltado para a erradicação desse problema. 

Segundo o deputado, o PNHR poderia ajudar a diminuir o problema dos maranhenses. “Mas, infelizmente esse é um programa que não tem avançado no Maranhão da mesma forma que em outros estados, em decorrência da política de um dos bancos públicos encarregados de executar e fiscalizar o programa”, disse. 

Conforme informou, no Maranhão, enquanto a Caixa Econômica atende a todos que buscam os recursos, o Banco do Brasil não dá ao PNHR a mesma importância que dá em outros estados da Federação. Diante da situação, o deputado apresentará um requerimento para que a Presidência da Casa encaminhe à Presidência do Banco do Brasil o pedido solicitando explicações para saber por que o banco não executa o programa do governo federal da forma como a Caixa tem feito no Maranhão. 

“O Maranhão é um estado necessitado, pobre, que precisa de novas moradias. O Maranhão precisa erradicar esse problema, assim como enfrentar o problema do esgoto, saúde e educação. E o Banco do Brasil tem a obrigação de ajudar a erradicar esse problema no estado”, concluiu. 

Reportagem: Letícia Bogéa
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