A TRAGÉDIA QUE FEZ O BRASIL CHORAR


Por Joaquim Filho 

Há 19 anos, no dia 1º de maio de 1994, um dia de domingo, eu morava na Rua Oliveira Melo, nº 694, Casa 01, no Bairro Ipiranga, São Paulo/SP, tinha ainda 29 anos de idade, encontrava-me no fragor da juventude, distante da minha terra natal – Pedreiras e, exatamente nessa data, o Brasil viveu um dos piores dias da sua história. O País parou, se estarreceu e entrou em pânico quando a imprensa italiana divulgava para o mundo todo, a morte daquele que fora o maior piloto de formula 1 de todos os tempos, o corredor Airton Sena da Silva. 

Parecia tudo um sonho desses que vem com pesadelo. O povo brasileiro não queria acreditar no que estava sendo noticiado na TV e na imprensa em geral. Mas infelizmente era verdade, a Formula 1 perdia o seu maior corredor, e o Brasil, o seu maior piloto e o mais querido de todos os tempos. 

O acidente automobilístico que o levou a óbito fora ocorrido na Itália, mas o seu corpo só chegou ao Brasil, numa terça-feira, dia 03 de maio e sepultado no dia 04, em São Paulo. 

Nessa época, eu era funcionário público federal, trabalhava no Centro de Triagem Principal dos Correios – CTP, na Rua Mergentalher, na Vila Leopoldina, bem perto de Osasco e, fiquei sabendo que o velório estava sendo na Assembleia Legislativa do Estado, perto do Parque Ibirapuera. 

Ao término do meu expediente de trabalho nos Correios, às 18 horas, peguei o ônibus e fui para o velório e confesso que nunca na minha tinha visto e até hoje nunca vi tanta gente em um velório. 

Só para ter uma ideia: todas as ruas e avenidas que ficavam nas proximidades da Assembleia Legislativa estavam completamente lotadas, onde várias filas, com pessoas de todas as idades, chorando e desmaiando a cada passo que davam rumo ao local onde estava a urna funerária. 

A sensação era que o Brasil tinha morrido, que o País tinha entrado numa guerra e as pessoas estavam desesperadas, pois sabiam que o seu ídolo maior do esporte já não estava mais entre elas. 

No meio daquela multidão estava um pedreirense, estava alguém que mais uma vez, por ironia do destino, embora de forma triste e desagradável, participou daquele momento e registrou para 19 anos depois está relatando para essa nova geração. 


Fotos: Joaquim Filho, São Paulo/SP, 03.05.1994
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Pedras Verdes, Pedreiras, MA, Brasil.