“NAQUELA MESA ESTÁ FALTANDO ELE...”


Por: Joaquim Filho

Aconteceu nesta quarta-feira (11), na Igreja Matriz de São Benedito, a celebração de 01 (um) ano de falecimento do poeta João de Sá Barrêto, que teve início às 19h30min.

A Missa contou com uma participação muito grande de populares: familiares, parentes, amigos, poetas e cantores que foram celebrar não a morte, mas a nova vida do poeta, como bem disse Raimunda Gama, uma nova morada, num lugar de poesia e felicidade.

A celebração foi realizada pelo Padre Zé Geraldo, que em sua homília fez questão de dizer que embora não tivesse tido o prazer de conhecer João Barrêto, mas pela sua obra e pela família que tem, não tem dúvida que se tratava de um homem de caráter e princípios; virtudes essas que são perceptíveis na família que tem.

A música de Nelson Gonçalves, que João Barreto gostava de cantar, que diz “Naquela mesa está faltando ele, e a saudade dele está doendo em mim.” foi executada pela Banda Choro Livre e emocionou muito a família do poeta João de Sá Barrêto.

Ao término da celebração, um poema do amigo Vicente do Pandeiro homenageando João Barrêto, foi lido.

O poeta Samuel, filho de João Barrêto falou da saudade que ainda sente do pai, mas fez questão de dizer que a alegria maior é de saber que o pai partiu, mas deixou a todos os filhos dignidade e honradez.

Sandro Vagner e Samuel Barrêto deram entrevista ao blog e falaram dessa data tão marcante na família. Confira, na íntegra, entrevista com os dois.
           

5 comentários:

  1. Bom dia! Venho aqui deixar a minha indignação sobre a iluminação publica do CAIC, a minha filha faz faculdade UEMA naquele predio e todos os dias tenho que ir deixa-la e confesso que fico apavorada porque alem do matagal na frente do prédio há também uma escuridão sem fim, então faço aqui um apelo ao poder publico, ou quem de fato poder resolver, pois a diretoria do CAIC disse que não pode fazer nada, ai fica a pergunta quem pode? até onde eu sei todos nós pagamos uma taxa de iluminação publica e porque a nossa cidade anda as escuras?

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  2. Não discordo da importancia de Joâo Berreto na sociedade pedreirense. Mas esses tipos de homenagens só me levam a pensar nas diversas pessoas, iguais ou superiores em dignidade, trabalho e humildade, que no anonimato de suas pobrezas, são esquecidos nas covas do Alto São José.

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  3. Depois da malhação que o joaquim filho teve aqui noblog, ele agora tá cabrêro, finalmente escreveu falando de uma pessoa que merece. É issoaí joaquim escreve sem babar que vc vai recuperar seu prestigio. Seu João barreto merece essa homenagem,parabénselefoi um grande poeta.

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  4. ao caro Anônimo das 07:44 m , nem todos tem o préstigio de deixar na estrada vida uma história inegável de feitos importantes não só para Pedreiras mas para o Maranhão inteiro. Deus dá a oportunidade há todos mas sobressaem-se os que merecem e os que fazem a diferença , e meu Pai fez e isso é incontestável!!Como você mesmo citou meu caro "anonimato de suas pobrezas, são esquecidos nas covas do Alto São José." discordo totalmente , que pobreza você se refere?? Pobreza intelectual eu me pergunto? pobreza material? Meu pai não foi homem de riquezas materiais sua trabalho era sua riqueza, a sua luta pelo nosso pão de cada dia ., não admito essa sua referência ignorante , a maior riqueza que ele deixou foi a riqueza da Honra, da Intelectualidade, da Moral, da Ética;
    Então meu Caro só lamento por seu comentário infeliz pois as pessoas que são importantes e foram importantes e desempenharam bem e nobremente seu papel na sociedade serão sempre lembradas e homenageadas ! Aos demais deixo o meu sincero Obrigada pelas palavras amigas.

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  5. Quanto ao comentário sobre o anonimato que paira sobre pessoas dignas que partiram e se perderam na memória de sua gente, eu concordo, mas são tantas as questões da vida, e sobre as maneiras em que a vida manifesta a alguns, por isso creio que temos de faze-lo aos que de alguma maneira estão ao nosso alcance...

    No caso de João Barreto, faço minha homenagem como pesquisadora, pois sua manifestação artística, ação a que ele empenhou parte de sua energia vital em vida, ultrapassou as fronteiras de sua terra...
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    "É retórica a “Pálida Lembrança”

    Na verdade existe sim uma lembrança, mas neste caso ela é tão nítida quanto os nuances da poesia de vida que emana dos versos!

    Amanhã será um dia especial, e que não sobrecaia sobre os “Barrêto” as recordações mais tristes... Mas, que o dia seja submerso nas mais intensas lembranças de vida de quem vocês amam e já não está mais fisicamente convosco, por isso precipitadamente resolvi trazer minha palavra hoje...

    Ainda que eu pregue que não há consolo maior do que o que possa brotar com o tempo sendo o maior conciliador... E como diz Samuel Barrêto citando um dos muitos poetas em que a arte lhe deu intimidade: “A morte é um louco roçando mato”. Então, em sua euforia sem razão, esta colheu seu João de Sá Barrêto dentre nós sem nos deixar satisfação...

    Mas felizmente esse “louco de foice na mão”, não pôde fazer o mesmo com seu lirismo que fincou raízes e floriu no solo ludicamente pedregoso de Pedreiras, chegando até aos seus arredores, de onde eu pude contemplar seu poema maior em que descobri ser apenas retórica a Pálida lembrança, que na verdade como em toda sua obra, que conheci como leitora e agora conheço como pesquisadora, está recheada das lembranças mais nítidas e transcrevíveis das impressões e vivencias do poeta.

    Palavreando Ferreira Gullar em “Meu povo e meu poema crescem juntos”, João de Sá, por ser Barrêto, ainda em vida já tinha se doado ao barro fértil de pedreiras, onde mesmo as pedras grandes e pequenas, e as atiradas, não o impediram se lavrar-se juntamente com seu povo, e ainda juntamente a ele se dar ao crescimento rumo ao comprometimento pelo bem de sua terra, mas digo baseado em sua obra, que este juntamente a ele, povo, se fez árvore, e em se fazendo árvore, se fez sombra para que continuassem crescendo, pois as ervas daninhas da politicagem às vistas de João, eram ainda a pior praga de sua terra e de seu Rio.

    Infelizmente foi pouco o espaço de tempo que me separou do conhecimento da obra e do artista, poucos meses, porém, são tão nítidas as impressões, que chego a sentir o timbre da voz nos esmerados acordes poéticos de Seu João Barrêto e creio que seu nome será lembrado como uma das maiores vozes poéticas de Pedreiras.

    Com certeza serão comemorados ainda incontáveis anos, não de morte, mas da imortalidade da fala do vate de voz que canta e cantará eternamente o lirismo da nostalgia, da vida e do amor, principalmente do amor que o faz denunciar com tom de protesto e crítica sobre os males, dos quais gritava em defesa à sua terra, em que agora além de poeticamente, literalmente está plantado e em que suas raízes poéticas continuarão florescendo e dando frutos eternamente!

    Ana Néres Pessoa Lima Góis

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Pedras Verdes, Pedreiras, MA, Brasil.